BOLETIM

BOLETIM MENSAL - DEZEMBRO/2017

Untitled Document

 

Consumidor brasileiro é o mais conectado (e o mais desconfiado)

Apesar do tempo que gastam na internet ser superior ao da média global, ele é o mais preocupado com a veracidade do conteúdo e o uso dos seus dados, revela estudo da Kantar TNS.

Passar um terço do dia (ou oito horas diárias) na internet, trabalhando, estudando, atualizando redes sociais ou, principalmente, pesquisando produtos, é uma prática comum do consumidor brasileiro –a média global é de cinco horas, aponta o estudo “Connected Life”, da Kantar TNS.

Mas, se a informação poderia se tornar uma espécie de oásis de oportunidades para os anunciantes, o varejo precisa ficar atento: apesar de ser o mais conectado, há uma divisão bastante clara na confiança que os brasileiros têm nas marcas dentro do ambiente digital.

De acordo com o estudo, 52% deles acreditam que o conteúdo que eles veem nas redes sociais não é confiável. Outros 45% se preocupam com o controle das redes sociais sobre os seus feeds, e 54% ficam apreensivos com o nível de dados pessoais que as marcas têm sobre eles.

Pela avaliação dos especialistas da Kantar TNS, se por um lado os avanços da tecnologia procuram simplificar a vida desse consumidor, as pessoas se sentem cada vez mais distraídas e invadidas por eles.

Com isso, elas optam mais por privacidade do que por conveniência, diz Isabelle Rio-Lopes, vice-presidente de serviços para o cliente da consultoria de pesquisa.
“O desafio está em quebrar sua desconfiança e fazê-lo se aproximar das marcas sem que se sinta invadido”, afirma.

Outro recorte mostra que o consumidor não quer ser “apenas mais um”: 53% dos entrevistados afirmaram que, na maioria das vezes, sabem que estão falando com robôs enquanto conversam com as marcas que operam online.

“O consumidor procura um atendimento personalizado: ele quer que as marcas entendam seus reais problemas e necessidades”, diz Maura Coracini, diretora executiva de mídia & digital da Kantar TNS.

Mas essa percepção está mudando aos poucos: a confiança no “social commerce”, ou seja, as compras realizadas por meio de redes sociais ou via dispositivos móveis. De acordo com o levantamento, 46% dos entrevistados preferem pagar tudo pelo celular, contra uma média global de 39%.

“Novas tecnologias, como os botões ‘comprar’ e os pagamentos móveis têm tornado o comércio eletrônico mais fácil entre os brasileiros”, conclui o estudo.

A seguir, confira alguns pontos do estudo em destaque:



Fonte: Coad

O desafio das empresas é estar à frente dos clientes

Para Eduardo Terra, presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo, a integração de e-commerce com lojas físicas será a tendência nos próximos anos.

O cliente anda mais rápido que as empresas, é um fato. Caminham no ritmo peculiar da era digital. Para acompanhar esse consumidor, é preciso que as empresas, em primeiro lugar, estejam dispostas a se abrirem à nova realidade, cada vez mais encaixotada em um aparelhinho que praticamente todos têm em mãos: o smartphone.

Eduardo Terra, presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), que participou, na semana passada, do 18º Congresso da federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), traçou o perfil desse novo consumidor e falou sobre a realidade do varejo na próxima década.

Leia, a seguir, a entrevista concedida por Terra ao Diário do Comércio:

Qual o perfil do consumidor atual e o que ele procura ?

Eduardo Terra – Estamos falando de pessoas de todas as idades e que integram, cada vez mais, todas as classes sociais. As transformações tecnológica e comportamental têm sido transversais a todos os tipos de segmentos. Às vezes temos a falsa ideia de que a conectividade é coisa dos jovens, não é verdade.

O Brasil tem 205 milhões de habitantes e 120 milhões de usuários de WhatsApp, que a partir desse aplicativo buscaram outras soluções semelhantes. Deixaram de chamar táxi e agora pedem pede carro pelo aplicativo, comida pelo aplicativo, pesquisam hotel no celular, possuem internet banking. É como se colocássemos todo o foco das nossas vidas dentro do smartphone.

Qual a distância da realidade das empresas da realidade desse novo consumidor no Brasil?

A sensação de que os clientes andam mais rápido que as empresas é uma verdade. 

O Itaú e o Magazine Luiza são casos interessantes de resposta a essas mudanças, adequando não só as suas plataformas, que passaram do físico para o digital. Elas repensaram modelos de atuação, para responder a essa transformação. O problema é o seguinte: se as empresas não respondem, as startups se apropriam desse novo consumidor.

As empresas citadas, o Itaú e Magazine Luiza, têm investindo em startups. Esse é um caminho para entrar nesse novo mercado?

Não é o único caminho, mas é um deles. Às vezes, para acelerar esse processo, comprar uma startup, se tornar sócio delas ou contratar uma pode ser uma boa solução. O Magazine Luiza comprou várias e criou o espaço que chama de Lab, para inovações, que acertadamente funciona separado da organização. Isso porque, normalmente, quando espaços voltados à inovação são colocados dentro da organização, eles morrem. É um efeito parecido com o do sistema imunológico. A organização tende a combater o que não é comum a ela. Por esse mesmo motivo, as startups funcionam, porque elas não têm sistema imunológico. Nascem abertas às novidades.

Estamos falando de grandes empresas. Mas qual é a realidade de um pequeno varejo nesse contexto?

De certa maneira é mais simples pela velocidade. Entre o dono e os colaboradores tem menos elos. Entre os pequenos, basta que o proprietário tenha consciência de que as transformações existem, que as coisas andam.

O primeiro passo é tomar ciência do processo de transformação pelo qual o mercado está passando. É obrigação do grande, médio e pequeno empresário saber o que é uma startup, onde estão os polos de inovação do seu segmento.

Hoje temos aceleradoras de startups no Brasil, coworking, núcleos de inovação para todas as áreas. O que não dá para ser hoje em dia é resistente ao digital, a essas transformações todas. A consciência da mudança e a vontade de acompanha-las são os primeiros passos. A partir daí as coisas andam.

O senhor esteve recentemente na China, onde a penetração tecnológica é enorme. É curioso pensar que há 30 anos, a população chinesa era predominantemente rural e analógica. Como se quebrou a resistência à tecnologia por lá?

No caso do empresário, o que quebra a resistência ao novo é o consumidor. Assim que o empresário começa a ver que está perdendo o cliente para uma novidade do mercado, não tem como não mudar. Agora, eu tenho falado que é preciso enxergar antes da mudança acontecer.

Se os taxistas tivessem se reinventado antes do Uber aparecer eles não tinham perdido tanto mercado. O consumidor acelera a mudança.

Na China o trabalhador é muito disciplinado, é um país que pula etapas. Para muitos chineses, o primeiro telefone já foi um smartphone. Ele pulou o telefone fixo e o celular padrão. E a primeira compra que fez em uma loja foi em um e-commerce.

O momento de crise é apropriado para se pensar em disruptura, para a empresa dar uma guinada nos negócios, para inovar?

Sim, porque o empresário já está com frio na barriga, então ele se joga mais. O chacoalhão da crise pode acelerar as mudanças.

Como será o varejo brasileiro daqui a dez anos?

Será completamente digitalizado e não necessariamente baseado em e-commerce. É preciso aprender que o e-commerce e loja serão uma coisa só. O e-commerce vai ser um local onde se paga a compra, mas a experiência de estar em um lugar bacana, falando com especialistas, mexendo com produto, ainda vai ser a loja física. Não haverá espaço é para aquele varejo função-tarefa. 

O varejo terá de digitalizar as lojas e transformar seus locais físicos em espaços diferenciados.


Fonte: Diário do Comércioo

eSocial pode gerar multa para empresa que não se preparar

Até deixar de informar que o funcionário se casou pode gerar penalidades para a companhia

A implantação do eSocial, que começa em janeiro de 2018 e vai até 2019, pode gerar multas de mais de R$ 180 mil para as empresas que não se adaptarem adequadamente à plataforma do governo, segundo Tatiana Golfe, especialista de regra de negócio da Questor, empresa de desenvolvimento de softwares voltados para contabilidade fiscal e participante do grupo de trabalho que desenvolve a plataforma do eSocial.

“A empresa que não aproveitou o tempo de adaptação e testes pode ter dor de cabeça, pois, sem o envio correto, tem aplicação de multas”, afirma Tatiana. Segundo a especialista, não informar, por exemplo, afastamento temporário do empregado no sistema poderá gerar multa entre R$ 1.812,87 e R$ 181.284,63 independentemente do motivo, que pode ser auxilio-doença, férias ou licença-maternidade.

Outras informações que deverão migrar para o eSocial e, se não estiverem corretas, poderão gerar multas são: comunicação de acidente de trabalho, de realização de exames médicos, admissão do trabalhador um dia antes e não informar o empregado sobre os riscos do trabalho, segundo Tatiana.

“É uma preocupação. Se contratar um funcionário e não informar direito, a multa é de R$ 6.000. Até uma alteração no cadastro não informada, se a pessoa casou, por exemplo, gera multa de R$ 200 a R$ 400 por empregado. Imagina isso dentro de uma empresa como a Pif Paf, que tem 7.500 funcionários”, alerta a diretora de gestão e desenvolvimento da Pif Paf, Valéria Souza.

A empresa já investiu R$ 150 mil em um projeto de adaptação de seus sistemas ao eSocial, que envolve uma equipe de 40 funcionários. “O programa vai mudar todo o recursos humanos da empresa, além do envolvimento das equipes de contabilidade, jurídico, financeiro e TI”, diz Valéria.

Entenda: Todas as informações trabalhistas, previdenciárias e fiscais deverão ser informadas ao governo pela plataforma do eSocial. São ao todo 15 obrigações. O governo criou um cronograma para a implantação paulatina da plataforma. Iniciam o processo em janeiro de 2018 as empresas com faturamento anual acima de R$ 78 milhões, caso da Pif Paf, que fatura R$ 150 milhões por mês. Segundo o governo federal, esse grupo representa 13,7 mil empresas e 15 milhões de empregados, cerca de um terço do total de trabalhadores do país.

Essas empresas estarão totalmente na plataforma em janeiro de 2019, quando começa a implantação do eSocial nos órgãos públicos. Em julho do ano que vem começa o processo das médias, pequenas, microempresas e dos microempreendedores individuais (MEIs) com empregados.

“O escalonamento será importante para evitar gargalos no sistema e permitir os ajustes que provavelmente serão necessários”, afirma o consultor da Sage Brasil Glauco Marchezin.

Trabalhador

Outro lado: Assessor especial da Receita Federal, Altemir Melo afirma que “o trabalhador terá os dados das relações trabalhistas em bases mais estáveis”.

Transparência: Para ele, o funcionário vai pleitear, no futuro, benefício previdenciário sem comprovação, acompanhar o FGTS e ter acesso a crédito com taxas menores por conta dos dados disponíveis no eSocial.

Empresa que terceiriza deve buscar informação

As médias, pequenas e microempresas também devem se preparar para o eSocial, que no caso delas começa a ser utilizado em julho do ano que vem. “Principalmente as empresas menores, que utilizam escritórios de contabilidade, devem ficar atentas aos processos terceirizados”, diz a gerente executiva contábil e financeira da Fecomércio-MG, Luciene Franco.

Segundo ela, o empresário deve ficar atento, porque as mudanças podem exigir mudanças de processo interno e de cultura organizacional. “O eSocial não altera a legislação, mas exige que ela seja seguida à risca. Algumas empresas não fazem isso e precisam se preparar para começar a fazê-lo”, explica.

“O eSocial não inova em nada a legislação. O que a empresa precisa é adaptar o seu sistema de computador para que ele converse com o sistema nacional do eSocial”, diz o auditor fiscal Altemir Melo, assessor especial da Receita Federal.


Fonte: Jornal O Tempo


mês
CALENDÁRIO DE OBRIGAÇÕES - DEZEMBRO/2017

A tabela de obrigações é extensa clique aqui para abrí-la em uma nova janela

Tabelas Práticas

INSS - Contribuições
Tabela de contribuição de assalariados,
empregados domésticos, e trabalhadores avulsos

INSS - Trabalhadores e Empregados Domésticos
Início Vigência
Final Vigência
Salário de Contribuição
Aliquota
01/2017
-
até R$ 1.659,38
8,00%
01/2017
-
de R$ 1.659,39 até 2.765,66
9,00%
01/2017
-
de R$ 2.765,67 até 5.531,31
11,00%
01/2017
-
empregador de domésticos
12,00%

Fonte: Ministério da Previdência Social


TABELA DE SALÁRIO-FAMÍLIA

Salário Família
Início Vigência
Salário de Contribuição
Valor
Categoria
01/2017
até 859,88
44,09 por filho
Terá direito ao salário família o segurado empregado e o trabalhador avulso que tenha salário-de-contribuição inferior ou igual a R$ 859,88 que comprove ter filhos menores de 14 anos ou inválidos de qualquer idade.
01/2017
de 859,89 a 1.292,43
31,07 por filho
Terá direito ao salário família o segurado empregado e o trabalhador avulso que tenham salário-de-contribuição entre R$ 859,89 e R$ 1.292,43 que comprove ter filhos menores de 14 anos ou inválidos de qualquer idade.

Tabelas para cálculos de obrigações em atraso (clique sobre o ítem desejado)

Tributos e contribuições federais

Obrigações previdenciárias

Obrigações Estaduais (ICMS)


Anotação de dispositivo legal nas notas fiscais com redução, isenção, etc. 

É obrigatória a anotação do dispositivo legal no corpo da nota fiscal na saída para outros estabelecimentos de mercadorias, produtos e serviços quando a mesma tiver: redução, isenção, suspensão, diferimento, etc.,  . Veja tabela com operações e dispositivos abaixo:

Operação

Dispositivo legal

Devolução de beneficiamento - dentro de até 180 dias

ICMS SUSPENSO CONFORME ÍTEM 2, ART.402 DO RICMS

Devolução de conserto, empréstimo ou locação de material de uso ou consumo

NÃO INCIDÊNCIA DO ICMS CONF. ART. 7 INCISO X DO RICMS

Remessa de embalagens

ISENTO DE ICMS CONFORME ART. 8 E ART.82, ANEXO I DO RICMS

Remessa para exposição ou feiras - retorno dentro de 60 dias

ISENTO DE ICMS CONFORME ART. 8 E ART.33, ANEXO I DO RICMS

Remessa para armazém geral ou depósito fechado

NÃO INCIDÊNCIA DO ICMS CONF. ART 451  e ART.1 ANEXO VII DO RICMS

Remessa para conserto, empréstimo ou locação de material de uso ou consumo

NÃO INCIDÊNCIA DO ICMS CONF. ART 7 INCISO IX DO RICMS

Remessa para industrialização ou  beneficiamento 

ICMS SUSPENSO CONFORME  ART.402 DO RICMS

Retorno de armazém geral ou depósito fechado

NÃO INCIDÊNCIA DO ICMS CONF. ART 451 ART.2 DO RICMS

Saídas para demonstração - dentro do estado com retorno em 60 dias

SUSPENSÃO DO ICMS CONFORME ART.319 DO RICMS

SubstituiçãoTributária - fumo e seus derivados

SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA CONF. ART. 289 DO RICMS

Substituição Tributária - CIMENTO

SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA CONF. ART. 291 DO RICMS

Substituição Tributária - refrigerantes, cerveja, chope, água.

SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA CONF. ART. 293 DO RICMS

Substituição Tributária - sorvete

SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA CONF. ART. 295 DO RICMS

Substituição Tributária - veículo automotor novo

SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA CONF. ART. 299 a 309  DO RICMS

Substituição Tributária - penumáticos e afins

SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA CONF. ART. 310 DO RICMS

Substituição Tributária - tintas, vernizes e outros prod.da ind.química

SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA CONF. ART. 312 DO RICMS

Substituição Tributária - transportes

SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA CONF. ART. 317 DO RICMS

Venda do ativo permanente (bens do imobilizado)

NÃO INCIDÊNCIA DO ICMS CONF. ART. 7, INCISO XIV DO RICMS

Venda de produto para a Zona Franca de Manaus

ISENTO DE ICMS CONFORME ART. 8 E ART.84, ANEXO I DO RICMS

Venda de máquinas e aparelhos (80%) e veículos usados (95%) de redução

REDUÇÃO DA BASE DE CÁLCULO CONF.ART.51 E ART.11 ANEXO II DO RICMS

Venda de livros, jornais ou periódicos e papel utilizado na sua impressão

NÃO INCIDÊNCIA DO ICMS CONF. ART. 7 INCISO XIII DO RICMS

Venda de preservativos

ISENTO DE ICMS CONFORME ART. 8 E ART.66, ANEXO I DO RICMS

Venda de sucata

DIFERIDO CONF. ART.392 DO RICMS


 
SALÁRIO MÍNIMO

 Salário Mínimo desde maio/1999

Período

Valor

Maio/1999 a Março/2000

R$ 136,00

Abril/2000 a Março/2001

R$ 151,00

Abril/2001 a Março/2002

R$ 180,00

A partir de Abril/2002

R$ 200,00

A partir de Abril/2003

R$ 240,00

A partir de Maio/2004
R$ 260,00
A partir de Maio/2005
R$ 300,00
A partir de Abril/2006
R$ 350,00
A partir de Abril/2007
R$ 380,00
A partir de Março/2008
R$ 415,00
A partir de Fevereiro/2009
R$ 465,00
A partir de Janeiro/2010
R$ 510,00
A partir de Março/2011
R$545,00
A partir de Janeiro/2012
R$ 622,00
A partir de Janeiro/2013
R$ 678,00
A partir de Janeiro/2014
R$ 724,00
A partir de Janeiro/2015
R$788,00
A partir de Janeiro/2016
R$880,00
A partir de Janeiro/2017
R$937,00