BOLETIM

BOLETIM MENSAL - NOVEMBRO/2018

Boletim Mensal


Mudar embalagem pode afundar um produto?

Mudanças no material da embalagem podem diminuir valor percebido do produto e até seu preço de venda.

Tenho feito muitas palestras para a indústria de embalagem mostrando oportunidades para ao crescimento da demanda por diversos tipos de materiais, enfatizando sempre que as empresas do setor precisam ir além da venda de “serviços”. Elas precisam desenvolver ações que ampliem sua participação nas diversas categorias de consumo e gerem novas demandas para sua produção.

Percebo que, quando proponho esse tipo de iniciativa, isso ainda soa estranho para a maioria das empresas, já que não percebem como sua a responsabilidade de aumentar a demanda – e não só para si próprias, mas para todo o segmento em que atuam. Na verdade, a maioria das empresas acredita que é do fabricante dos produtos a responsabilidade de aumentar o mercado e passar mais “pedidos” para os fabricantes das embalagens.

Além de não empreenderem ações para ampliar sua participação e ficarem dependentes da entrada de pedidos, muitas empresas se ressentem da perda de clientes que, por redução de custos, migram para outros materiais.

Já escrevi muitas vezes sobre os efeitos da redução de custos e quero deixar bem claro que não sou contra esse recurso, que considero legítimo em tempos difíceis como os que vivemos no país. Mas sou contra a “redução de custos a qualquer custo”, sem considerar aspectos importantes, por não se reconhecer a contribuição da embalagem para a competitividade do produto.

Numa palestra que fiz recentemente, me perguntaram sobre a migração da embalagem com uma determinada matéria-prima para um novo tipo de material, o que resultaria numa embalagem mais barata.

Ao responder à pergunta, me dei conta de que o que havia sido perguntado acabara de ser ilustrado pela explicação que fiz sobre como a embalagem agrega valor percebido ao produto e que valor para o consumidor é aquilo que ele percebe como tal e pelo qual se dispõe a pagar.

Muitas vezes a redução de custo incide sobre um porcentual do custo da embalagem, não do produto como um todo, e essa redução acaba resultando em apenas alguns centavos. Por vezes, em décimos de centavos...

Quando multiplicada por centenas de milhares, essa pequena economia apresenta números vistosos aos olhos dos responsáveis por aprová-la. Porém, sem conhecer todas as implicações que resultarão de tal medida, eles olham para o número apresentado e visualizam o cheque que a empresa colocará no bolso. Eu sei que é assim que funciona, porque já tive acesso a relatos, tanto de profissionais de embalagem como de alunos dos cursos de pós-graduação que ministro.

Quando um produto migra de um material de embalagem para outro, ocorre em muitos casos que seu valor percebido diminui. Como consequência, o consumidor não aceita mais pagar o que pagava antes por uma embalagem melhor, e o resultado é que o produto perde valor e acaba reduzindo seu preço de venda.

Se quiserem ter uma ideia de como isso acontece, basta parar diante de uma gôndola de biscoitos, macarrão, sabonete ou outro produto de amplo consumo e observar que tipo de embalagem encontramos nessas categorias – e como elas estão organizadas na gôndola com seus preços correspondentes.

Não adianta querer ensinar o consumidor a perceber valor nos diversos tipos de embalagem. Ele aprendeu isso por gerações, frequentando pontos de venda. Como sabemos, o fracasso é órfão, enquanto o sucesso tem muitos pais: quando o produto perde valor percebido e é obrigado a baixar seu preço para continuar vendendo na quantidade anterior, reduzindo assim suas margens e afetando o próprio valor da marca, ninguém se apresenta para receber o crédito da redução de custo, pois quem aprovou apenas referendou uma sugestão de economia.

Não ficamos sabendo o que deu errado, porque isso é escondido e desaparece rapidamente. Quando a economia de custo da embalagem resulta numa economia de centavos, mas reduz o valor percebido do produto, fazendo baixar seu preço de venda, o resultado pode ser catastrófico, pois, como já aconteceu algumas vezes, o produto pode até perder a liderança que detinha antes da mudança na embalagem.

Por isso recomendo a todos que atuam no setor de consumo, em qualquer posição que tenha relação com embalagens: o nome do jogo é valor percebido. A embalagem agrega valor percebido ao produto e qualquer redução de custo precisa ser muito considerada, pois os efeitos podem ser desastrosos.

Fonte: contadores.cnt.br

Com reforma trabalhista, comércio economizou R$ 1 bilhão

A queda no número de ações na Justiça do Trabalho está entre os motivos para essa economia, segundo levantamento da CNC.

As empresas do comércio economizaram neste ano, até agosto, R$ 748,7 milhões em indenizações aos empregados por causa da reforma trabalhista, que entrou em vigor há exatamente um ano, no dia 11 de novembro de 2017.

Até o fim deste ano, essa redução de gastos pode chegar a quase R$ 1 bilhão.

Essa é a principal conclusão de estudo da Confederação Nacional do Comércio (CNC) feito para avaliar os impactos do primeiro ano de vigência da reforma trabalhista.

"R$ 1 bilhão de redução de gastos com indenizações trabalhistas é muito e pode melhorar o caixa das empresas do comércio", diz o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, responsável pelo estudo.

Para calcular o corte nas despesas com indenizações, Bentes considerou a retração de mais de 30% neste ano no número de processos trabalhistas e o valor médio das indenizações pagas na Justiça.

Também levou em conta o total desembolsado no ano passado pelo comércio com rescisões, que inclui processos que correm na Justiça e acertos feitos diretamente entre empresa e empregado.

Em 2017, o comércio pagou R$ 9,3 bilhões de indenizações trabalhistas, segundo dados do IBGE. Desse total, um terço foi por conta de indenizações pagas na Justiça e dois terços de rescisões fechadas entre empregados e empregadores.

"Como a legislação ficou mais flexível, os pagamentos diretos também caíram", diz Bentes.

O estudo também concluiu que o ganho no salário inicial obtido pelos trabalhadores formais admitidos como intermitentes ou em regime de tempo parcial - modalidades de contrato introduzidas pela reforma - é maior em relação ao salário médio da economia.

Entre abril e setembro, os trabalhadores admitidos em contratos intermitentes iniciaram com salário de R$ 906,82, ligeiramente acima do valor médio do total de admitidos pelo mercado formal no mesmo período (R$ 899,24).

No caso de contratos por tempo parcial, a remuneração média foi de R$ 1.004,36, com ganho de 20,5% comparado ao salário recebido por trabalhadores formais com jornadas de 16 a 20 horas semanais.

Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho. Bentes avaliou os dados a partir de abril para ter informações mais consistentes, relacionadas a um período de seis meses de vigência da reforma.

"A reforma não frustrou o trabalhador, pelo contrário. Nas novas modalidades de contratos o salário médio foi um pouco maior", diz Bentes.

Ele atribui o ganho na remuneração à economia nos encargos que houve para o empregador ao aplicar as novas modalidades de contratação. Mas, do ponto de vista de geração de vagas, a reforma não engrenou, mostra o estudo. Menos de 1% das vagas formais abertas entre abril e setembro foram intermitentes ou por tempo parcial, situação creditada por Bentes à fraqueza da economia.

INSEGURANÇA

O presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de São Paulo, Ricardo Patah, diz que a queda nas ações em razão da insegurança jurídica deve se reverter no próximo ano. A entidade prepara diversas ações coletivas, envolvendo cerca de 5 mil comerciários, e questiona vários itens, como o trabalho intermitente.

"Tem uma empresa que contratou intermitentes pagando R$ 4,85 por hora, para período de 5 horas semanais. O trabalhador recebe R$ 100 por mês, mas, se quiser participar do sistema previdenciário tem de recolher R$ 80", diz. "É uma forma selvagem de contratação."

O sindicalista, que também preside a central UGT, diz que, apesar de ser contra o que chama de "fábrica de ações", esse "ganho comemorado de R$ 1 bilhão vai ser evaporado no ano que vem".

Fonte: Diário do Comércio

 

 

mês
CALENDÁRIO DE OBRIGAÇÕES - NOVEMBRO/2018

A tabela de obrigações é extensa clique aqui para abrí-la em uma nova janela

Tabelas Práticas

INSS - Contribuições
Tabela de contribuição de assalariados,
empregados domésticos, e trabalhadores avulsos

INSS - Trabalhadores e Empregados Domésticos
Início Vigência
Final Vigência
Salário de Contribuição
Aliquota
01/2018
-
até R$ 1.693,72
8,00%
01/2018
-
de R$ 1.693,73 até 2.822,90
9,00%
01/2018
-
de R$ 2.822,91 até 5.645,80
11,00%
01/2018
-
parte cabível ao empregador de dométicos
8,00%

Fonte: Ministério da Previdência Social


TABELA DE SALÁRIO-FAMÍLIA

Salário Família
Início Vigência
Salário de Contribuição
Valor
Categoria
01/2018
até 877,67
45,00 por filho
Terá direito ao salário família o segurado empregado e o trabalhador avulso que tenha salário-de-contribuição inferior ou igual a R$ 877,67 que comprove ter filhos menores de 14 anos ou inválidos de qualquer idade.
01/2018
de 877,68 a 1.319,18
31,71 por filho
Terá direito ao salário família o segurado empregado e o trabalhador avulso que tenham salário-de-contribuição entre R$ 877,68 e R$ 1.319,18 que comprove ter filhos menores de 14 anos ou inválidos de qualquer idade.

Tabelas para cálculos de obrigações em atraso (clique sobre o ítem desejado)

Tributos e contribuições federais

Obrigações previdenciárias

Obrigações Estaduais (ICMS)


Anotação de dispositivo legal nas notas fiscais com redução, isenção, etc. 

É obrigatória a anotação do dispositivo legal no corpo da nota fiscal na saída para outros estabelecimentos de mercadorias, produtos e serviços quando a mesma tiver: redução, isenção, suspensão, diferimento, etc.,  . Veja tabela com operações e dispositivos abaixo:

Operação

Dispositivo legal

Devolução de beneficiamento - dentro de até 180 dias

ICMS SUSPENSO CONFORME ÍTEM 2, ART.402 DO RICMS

Devolução de conserto, empréstimo ou locação de material de uso ou consumo

NÃO INCIDÊNCIA DO ICMS CONF. ART. 7 INCISO X DO RICMS

Remessa de embalagens

ISENTO DE ICMS CONFORME ART. 8 E ART.82, ANEXO I DO RICMS

Remessa para exposição ou feiras - retorno dentro de 60 dias

ISENTO DE ICMS CONFORME ART. 8 E ART.33, ANEXO I DO RICMS

Remessa para armazém geral ou depósito fechado

NÃO INCIDÊNCIA DO ICMS CONF. ART 451  e ART.1 ANEXO VII DO RICMS

Remessa para conserto, empréstimo ou locação de material de uso ou consumo

NÃO INCIDÊNCIA DO ICMS CONF. ART 7 INCISO IX DO RICMS

Remessa para industrialização ou  beneficiamento 

ICMS SUSPENSO CONFORME  ART.402 DO RICMS

Retorno de armazém geral ou depósito fechado

NÃO INCIDÊNCIA DO ICMS CONF. ART 451 ART.2 DO RICMS

Saídas para demonstração - dentro do estado com retorno em 60 dias

SUSPENSÃO DO ICMS CONFORME ART.319 DO RICMS

SubstituiçãoTributária - fumo e seus derivados

SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA CONF. ART. 289 DO RICMS

Substituição Tributária - CIMENTO

SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA CONF. ART. 291 DO RICMS

Substituição Tributária - refrigerantes, cerveja, chope, água.

SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA CONF. ART. 293 DO RICMS

Substituição Tributária - sorvete

SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA CONF. ART. 295 DO RICMS

Substituição Tributária - veículo automotor novo

SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA CONF. ART. 299 a 309  DO RICMS

Substituição Tributária - penumáticos e afins

SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA CONF. ART. 310 DO RICMS

Substituição Tributária - tintas, vernizes e outros prod.da ind.química

SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA CONF. ART. 312 DO RICMS

Substituição Tributária - transportes

SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA CONF. ART. 317 DO RICMS

Venda do ativo permanente (bens do imobilizado)

NÃO INCIDÊNCIA DO ICMS CONF. ART. 7, INCISO XIV DO RICMS

Venda de produto para a Zona Franca de Manaus

ISENTO DE ICMS CONFORME ART. 8 E ART.84, ANEXO I DO RICMS

Venda de máquinas e aparelhos (80%) e veículos usados (95%) de redução

REDUÇÃO DA BASE DE CÁLCULO CONF.ART.51 E ART.11 ANEXO II DO RICMS

Venda de livros, jornais ou periódicos e papel utilizado na sua impressão

NÃO INCIDÊNCIA DO ICMS CONF. ART. 7 INCISO XIII DO RICMS

Venda de preservativos

ISENTO DE ICMS CONFORME ART. 8 E ART.66, ANEXO I DO RICMS

Venda de sucata

DIFERIDO CONF. ART.392 DO RICMS


 
SALÁRIO MÍNIMO

 Salário Mínimo desde maio/1999

Período

Valor

Maio/1999 a Março/2000

R$ 136,00

Abril/2000 a Março/2001

R$ 151,00

Abril/2001 a Março/2002

R$ 180,00

A partir de Abril/2002

R$ 200,00

A partir de Abril/2003

R$ 240,00

A partir de Maio/2004
R$ 260,00
A partir de Maio/2005
R$ 300,00
A partir de Abril/2006
R$ 350,00
A partir de Abril/2007
R$ 380,00
A partir de Março/2008
R$ 415,00
A partir de Fevereiro/2009
R$ 465,00
A partir de Janeiro/2010
R$ 510,00
A partir de Março/2011
R$545,00
A partir de Janeiro/2012
R$ 622,00
A partir de Janeiro/2013
R$ 678,00
A partir de Janeiro/2014
R$ 724,00
A partir de Janeiro/2015
R$788,00
A partir de Janeiro/2016
R$880,00
A partir de Janeiro/2017
R$937,00
A partir de Janeiro/2018
R$954,00